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#colunistas | Coluna de Diversidade – Por: Carla Baker

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Não binaridade de gêneros: outras cores além do azul e rosa

É menino ou menina? Talvez seja menine! Com o avanço da tecnologia do ultrassom e exames que tode grávide se submete durante a gestação há sempre a curiosidade de descobrir e definir o sexo e o gênero da criança antes mesmo que ela tenha nascido: azul para meninos e rosa para meninas; armas para os meninos, afazeres domésticos para meninas e assim por diante, a norma binária de gênero embuti em nossos bebês qual será o comportamento esperado e quais estímulos receberão.

Porém sempre existiram pessoas que não se enquadram nessa norma e enfrentam enormes desafios contra esse modelo de sociedade. Embora ultimamente tenha aparecido bastante na mídia a discussão da não binaridade de gênero e uso da linguagem neutra, com diversas celebridades se identificando enquanto tal, essa não é uma discussão recente, pois encontramos em toda a história da humanidade pessoas que não se enquadram nos modelos “homem ou mulher”, mas só atualmente estamos prestando mais atenção e teorizando melhor sobre essa questão.

Pessoas não binárias são basicamente pessoas cujo gênero não pode ser definido nem como 100% homem e nem 100% mulher, de maneira resumida, podemos destacar três maneiras de expressão para formar uma noção: Pessoas com o Gênero Flúido, que transitam entre os dois gêneros; Andróginos que expressam os dois gêneros ao mesmo tempo; ou Agênero, que se sentem à parte do conceito de gênero, ou que sentem que transcendem gênero. Obviamente que existem infinitas expressões de gênero que não entram em conformidade com a norma binária, em razão disso usamos o + na sigla LGBTQIAP+ para abarcar todas as possibilidades de gênero que possam existir.

Podemos encontrar pessoas que se identificam com o gênero definido no nascimento, mas aderem a alguns comportamentos do gênero oposto como os crossdressers e drag queen ou drag kings; Pessoas que não são 100% homens e nem 100% mulheres por causa de neurodivergência, trauma, intersexualidade, espiritualidade, cultura, orientação sexual, orientação romântica, e/ou outras experiências de vida; entre outras inúmeras possibilidades. Porém, é importante dizer que cada pessoa pode decidir ser identificada como não-binária ou não.

É difícil de entender quando não binárie passou a ser uma identidade por si só e não apenas um modo de falar sobre pessoas que não são binárias. É possível achar pesquisas dos anos 90 e 2000 falando sobre pessoas que se identificam como não-binárias, mas isto é só um jeito de falar de forma abrangente. O importante é que a gente compreenda a existência das mais diversas expressões de gênero e sempre perguntar para a pessoa como ela prefere ser chamada, somente assim podemos construir um futuro mais inclusivo e colorido para todes.

Redação: Colunistas / Carla Baker